Agradeço a todos que acompanharam meu trabalho até agora.
Resolvi começar o projeto 'Quatro Estações', que reunirá meus textos escritos em cada estação e pra cada uma um blog será feito.
Como o Inverno acabou, esse blog terá uma pausa por aqui.
E acabou que eu nem tive tempo de postar no dia certo do fim [no caso, dia 23] por falta de tempo e de memória.
O próximo será os Contos de Primavera.
Em breve, o link estará aqui.
Abraços, e até o próximo inverno!
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terça-feira, 23 de setembro de 2008
=/
"Eu te amo.
é essa a verdade, e que dane-se o que os outros pensam, dane-se o que for dito, dane-se o tempo.
Ou melhor, que fique o tempo. Ele tem me ajudado. Mas você mexe comigo, em cada olhar e em cada gesto perdido.
Em cada mancar, em cada passo fingido."
Em algum lugar no tempo.
é essa a verdade, e que dane-se o que os outros pensam, dane-se o que for dito, dane-se o tempo.
Ou melhor, que fique o tempo. Ele tem me ajudado. Mas você mexe comigo, em cada olhar e em cada gesto perdido.
Em cada mancar, em cada passo fingido."
Em algum lugar no tempo.
sábado, 20 de setembro de 2008
Êxtase
Fecha os olhos,
sente, barba,
coração demente,
tudo de repente.
Repentista,
analista,
e momento vai,
e fica, fica fica!
Comigo aqui, agora,
ali, não tem hora,
nem lugar, nem canto,
nem altar.
Vírgulas, e pontos,
sobrepondo,
pontivirgulações
e dimensões.
sente, barba,
coração demente,
tudo de repente.
Repentista,
analista,
e momento vai,
e fica, fica fica!
Comigo aqui, agora,
ali, não tem hora,
nem lugar, nem canto,
nem altar.
Vírgulas, e pontos,
sobrepondo,
pontivirgulações
e dimensões.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Salínico II
Incessamentemente incensante,
o cheiro desse bueiro de ratos e dúvidas,
de crápulas que rastejam, de mortos-vírus.
Inigualavelmente concreto,
de imagens ou do reto,
de vazios e dimensões,
de angústias e solidões.
De pensamentos analfabetos,
de noites se segurando,
tentando soerguer o afeto.
Prioritariamente prioritário,
sem cor, tom ou itinerário,
absurdo, surdo em a b.
De margens flácidas e terra caída,
com gigantes tombantes sem vida,
braços fracos, brado brando.
De corrupção e glória,
de gente que se humilha pra ter estória,
de batalha, dor,
navalha, mágoa.
Onde cada memória se cala
perante o temor de servir,
onde a profundidade do céu não tem luz,
e nem azul mais existe.
Vou deixar a pátria firme,
vou fugir pelo brasil!
o cheiro desse bueiro de ratos e dúvidas,
de crápulas que rastejam, de mortos-vírus.
Inigualavelmente concreto,
de imagens ou do reto,
de vazios e dimensões,
de angústias e solidões.
De pensamentos analfabetos,
de noites se segurando,
tentando soerguer o afeto.
Prioritariamente prioritário,
sem cor, tom ou itinerário,
absurdo, surdo em a b.
De margens flácidas e terra caída,
com gigantes tombantes sem vida,
braços fracos, brado brando.
De corrupção e glória,
de gente que se humilha pra ter estória,
de batalha, dor,
navalha, mágoa.
Onde cada memória se cala
perante o temor de servir,
onde a profundidade do céu não tem luz,
e nem azul mais existe.
Vou deixar a pátria firme,
vou fugir pelo brasil!
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Salínico I
É, lembro do cheiro do sal,
do som das ondas,
aquele hino.
E do gosto do céu,
e do toque do mar,
tão grão menino.
E parece que Violeta morre no céu,
nesses versos que simulam um papel,
diz-se mula pra não rimar.
É lindo, e sal, e hino.
É salínico.
do som das ondas,
aquele hino.
E do gosto do céu,
e do toque do mar,
tão grão menino.
E parece que Violeta morre no céu,
nesses versos que simulam um papel,
diz-se mula pra não rimar.
É lindo, e sal, e hino.
É salínico.
sábado, 13 de setembro de 2008
Perto do Fim
Vai chegando o inverno ao fim
e levando com ele
todo o inferno que me fez sentir assim
Dia 23 começa a primavera,
sem gosto de lua, com rosto de fera,
chego na rua, à procura de quem me espera
Com o coração pulando,
vou de galho em galho saltitando,
sem olhar pra trás,
sem ser moça nem rapaz.
Me vejo no espelho,
com o mesmo rosto de outrora,
fico sem saber,
se admiro ou não a mesma aurora.
Mas o tempo tá passando,
e aquele olhar, a cada dia me pegando,
e o jogo rolando.
Que o inverno chegue ao fim,
e traga lindas flores de primavera pra mim.
e levando com ele
todo o inferno que me fez sentir assim
Dia 23 começa a primavera,
sem gosto de lua, com rosto de fera,
chego na rua, à procura de quem me espera
Com o coração pulando,
vou de galho em galho saltitando,
sem olhar pra trás,
sem ser moça nem rapaz.
Me vejo no espelho,
com o mesmo rosto de outrora,
fico sem saber,
se admiro ou não a mesma aurora.
Mas o tempo tá passando,
e aquele olhar, a cada dia me pegando,
e o jogo rolando.
Que o inverno chegue ao fim,
e traga lindas flores de primavera pra mim.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Como eu te via
Eu te via com estrelas nos olhos,
e bambus dançando ao vento.
Eu te via como o mar bate no barranco,
e pergunta a si mesmo 'arranco ou não arranco?'
Eu te via como a ciranda das crianças felizes,
que, brincando, não viam o tempo passar.
Eu te via como o menino que aponta o lápis,
pra fazer aquela atividade que o deixa feliz.
Eu te via como o algodão doce dos jovens,
e como o laranja no céu ao fim da tarde.
Eu te via como o cobertor no inverno,
como o banho depois de um dia cansado.
Eu te via como o sono que aparece depois da insônia,
e como o sonho bom que motiva a gente a ir pro trabalho.
Eu te via como o mertiolate depois da queda,
e como a estória que a mãe da gente conta pra espantar as feras.
Eu te via como o lençol que protegia do medo,
e como a música que não sai da cabeça.
Eu te via como o material escolar novo,
como aquela vontade de ser astronauta.
Eu te via como as aventuras do meu avô,
como a fantástica terra do nunca de peter pan.
Eu te via como o sorriso depois do gol,
como o abraço depois daquela peça no jardim I.
Eu te via como o filme esperado do cinema,
como a saudade da mãe do filho que viajou.
Eu te via como o primeiro beijo,
e a lembrança da primeira namorada.
Era assim que eu te via...
e bambus dançando ao vento.
Eu te via como o mar bate no barranco,
e pergunta a si mesmo 'arranco ou não arranco?'
Eu te via como a ciranda das crianças felizes,
que, brincando, não viam o tempo passar.
Eu te via como o menino que aponta o lápis,
pra fazer aquela atividade que o deixa feliz.
Eu te via como o algodão doce dos jovens,
e como o laranja no céu ao fim da tarde.
Eu te via como o cobertor no inverno,
como o banho depois de um dia cansado.
Eu te via como o sono que aparece depois da insônia,
e como o sonho bom que motiva a gente a ir pro trabalho.
Eu te via como o mertiolate depois da queda,
e como a estória que a mãe da gente conta pra espantar as feras.
Eu te via como o lençol que protegia do medo,
e como a música que não sai da cabeça.
Eu te via como o material escolar novo,
como aquela vontade de ser astronauta.
Eu te via como as aventuras do meu avô,
como a fantástica terra do nunca de peter pan.
Eu te via como o sorriso depois do gol,
como o abraço depois daquela peça no jardim I.
Eu te via como o filme esperado do cinema,
como a saudade da mãe do filho que viajou.
Eu te via como o primeiro beijo,
e a lembrança da primeira namorada.
Era assim que eu te via...
O bem que você me faz
É um bem mais bem querer,
é uma agitação, que vai e volta,
bate de tal forma em minha porta,
que rejeitar seria não viver.
Depois que você chegou,
as flores ganharam novas cores,
e uma aquarela mais bonita
em minha vida se pintou.
E eu vejo o tempo passando,
e eu lá, só esperando,
que chegue à noite e eu vá dormir,
não sem antes pensar
'atende que eu tô te ligando!'
Ah, como é bom isso.
Você conseguiu me renovar,
talvez até me provar,
que realmente,
é mais certo que o calor do fogo.
E eu vou conseguir o que quero
de novo.
Pode esperar.
é uma agitação, que vai e volta,
bate de tal forma em minha porta,
que rejeitar seria não viver.
Depois que você chegou,
as flores ganharam novas cores,
e uma aquarela mais bonita
em minha vida se pintou.
E eu vejo o tempo passando,
e eu lá, só esperando,
que chegue à noite e eu vá dormir,
não sem antes pensar
'atende que eu tô te ligando!'
Ah, como é bom isso.
Você conseguiu me renovar,
talvez até me provar,
que realmente,
é mais certo que o calor do fogo.
E eu vou conseguir o que quero
de novo.
Pode esperar.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Para Os Vagalumes [que impedem o pôr-do-sol]
Houve um tempo em que o sol tinha deixado de brilhar,
e só alguns poucos faziam a alma das pessoas alumiar.
E apareceram com nariz de palhaço,
na rua ou no coração,
sempre oferecendo abraços,
unidades ou de montão.
Entre tantas personagens, juntos, movem tantas engrenagens
que parece que o dia não vai anoitecer;
eles não gostam de ver o tempo passar,
nem pensar que, à noite, alguém possa perecer.
Eles têm Pétala, O Boneco e Xuxuba,
e tem o Soneca, que dorme até debaixo de chuva.
Também tem O Caçador de Sonhos e cada personagem medonho
que dá vontade de chorar.
E têm narizes, e pancakes, e mulambos, e mosquetes,
e sorrisos, e corações, e eles conseguem até levar ar a alguns pulmões!
E tem dia que não queriam que chegasse ao fim,
como uma manhã ensolarada,
com eles na varanda ou na calçada,
tem muita gente que diz "eles fazem bem a mim!"
E, de alguma forma,
sem frescura ou norma,
eles impedem que o sol se ponha,
por que as pessoas, quando deitam na fronha,
agradecem, agradecem e agradecem.
E se vestem com um sorriso,
daqueles que até quem não tem abrigo,
possam se apegar.
São recebidos com aplausos e palmas,
pois conseguem tocar a alma,
e transmitem toda alegria e calma,
que essas mesmas almas possam precisar.
E fica aqui terminada a poesia,
e que possamos continuar levando alegria,
para explodirmos em nostalgia,
pois virão, com certeza, melhores dias.
e só alguns poucos faziam a alma das pessoas alumiar.
E apareceram com nariz de palhaço,
na rua ou no coração,
sempre oferecendo abraços,
unidades ou de montão.
Entre tantas personagens, juntos, movem tantas engrenagens
que parece que o dia não vai anoitecer;
eles não gostam de ver o tempo passar,
nem pensar que, à noite, alguém possa perecer.
Eles têm Pétala, O Boneco e Xuxuba,
e tem o Soneca, que dorme até debaixo de chuva.
Também tem O Caçador de Sonhos e cada personagem medonho
que dá vontade de chorar.
E têm narizes, e pancakes, e mulambos, e mosquetes,
e sorrisos, e corações, e eles conseguem até levar ar a alguns pulmões!
E tem dia que não queriam que chegasse ao fim,
como uma manhã ensolarada,
com eles na varanda ou na calçada,
tem muita gente que diz "eles fazem bem a mim!"
E, de alguma forma,
sem frescura ou norma,
eles impedem que o sol se ponha,
por que as pessoas, quando deitam na fronha,
agradecem, agradecem e agradecem.
E se vestem com um sorriso,
daqueles que até quem não tem abrigo,
possam se apegar.
São recebidos com aplausos e palmas,
pois conseguem tocar a alma,
e transmitem toda alegria e calma,
que essas mesmas almas possam precisar.
E fica aqui terminada a poesia,
e que possamos continuar levando alegria,
para explodirmos em nostalgia,
pois virão, com certeza, melhores dias.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Verde mar
Os olhos dele, tão calmos,
transmitem paz pra que os observa.
É um verde mar cortado pela metade,
olhando pro céu, quem se deixa invade.
É uma paz mais que paz,
paciência, paz e ciência.
Ele gosta do verde, o verde
dos olhos que já choraram,
gota
por
gota,
o verde que hoje ver o mar diferente,
como um calmante pra dor da gente,
e, da alegria, estimulante, deixa-o contente.
E viaja, viaja,
canta no seu canto,
com os encantos de quem o poetisa,
Ele agora vai ver o mar.
transmitem paz pra que os observa.
É um verde mar cortado pela metade,
olhando pro céu, quem se deixa invade.
É uma paz mais que paz,
paciência, paz e ciência.
Ele gosta do verde, o verde
dos olhos que já choraram,
gota
por
gota,
o verde que hoje ver o mar diferente,
como um calmante pra dor da gente,
e, da alegria, estimulante, deixa-o contente.
E viaja, viaja,
canta no seu canto,
com os encantos de quem o poetisa,
Ele agora vai ver o mar.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Para mim
Sei não,
me vejo no espelho,
e não sei como que fico,
como que vou.
Não sei se a blusa quadriculada
por cima fica melhor,
ou se os óculos escuros me cairão bem.
E pergunto quem vai ser agora.
Voltar, eu não volto.
Só seguir em frente.
E entre tantas opções,
entre tantas vertentes,
eu prefiro ficar aqui,
nesse mesmo canto.
E que o tempo passe,
e que eu o aproveite.
me vejo no espelho,
e não sei como que fico,
como que vou.
Não sei se a blusa quadriculada
por cima fica melhor,
ou se os óculos escuros me cairão bem.
E pergunto quem vai ser agora.
Voltar, eu não volto.
Só seguir em frente.
E entre tantas opções,
entre tantas vertentes,
eu prefiro ficar aqui,
nesse mesmo canto.
E que o tempo passe,
e que eu o aproveite.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
X
Parece brincadeira,
mas seria bom ter você a semana inteira.
E eu fico pensando se amor ou se paixão,
se luta ou se desilusão.
Passa dia, passa semana, passam as horas,
passa o tempo,
mas tem coisa que não passa:
teu cheiro e teu momento.
E eu aqui, pensando no teu sotaque,
e meu coração tendo um baque,
quando lembro da tua mão na minha,
da minha boca perto da tua,
tão suave, tão prontinha.
E fico maquinando o impossível,
como se eu ter fingido que não te vi hoje
fosse mudar alguma coisa.
É, acho que tô gostando mesmo de você.
mas seria bom ter você a semana inteira.
E eu fico pensando se amor ou se paixão,
se luta ou se desilusão.
Passa dia, passa semana, passam as horas,
passa o tempo,
mas tem coisa que não passa:
teu cheiro e teu momento.
E eu aqui, pensando no teu sotaque,
e meu coração tendo um baque,
quando lembro da tua mão na minha,
da minha boca perto da tua,
tão suave, tão prontinha.
E fico maquinando o impossível,
como se eu ter fingido que não te vi hoje
fosse mudar alguma coisa.
É, acho que tô gostando mesmo de você.
sábado, 23 de agosto de 2008
A vontade que tenho
De todas as vontades,
nenhuma se iguala à essa.
Eu queria poder te dizer que conheço essa música que você ouve,
e assim puxar assunto pra discutir-mos sobre coisas fúteis.
A vontade que eu tenho é de correr quando você passa por mim,
e te dizer daquele jeito, bem juntinho, eu sei o que você fez ontem!
E dizer que eu disse aquilo pra brincar, e que aquele sorvete derramado no fim de tarde com as nuvens alaranjadas foi propostial.
E dar aquele abraço que só você recebe, aquele que me lembra de tudo o de melhor o quanto vivi até hoje. E tenho vontade também de entrar no teu olho de novo, e ver aquele sorriso que só eu te fazia dar.
Mas minha vontade maior é de dizer, olhando nesses mesmos olhos, que eu acredito de novo.
Mas eu não acredito.
Eu tenho vontade de reconstruir a mesma imagem que eu um dia tive, eu tenho vontade de olhar pra você e sentir algo bom, de lembrar coisas boas.
E minha vontade se confunde com todos os 'ades', verdade, realidade...
E eu me confundo com essas vontades, e termino sem saber o que querer.
nenhuma se iguala à essa.
Eu queria poder te dizer que conheço essa música que você ouve,
e assim puxar assunto pra discutir-mos sobre coisas fúteis.
A vontade que eu tenho é de correr quando você passa por mim,
e te dizer daquele jeito, bem juntinho, eu sei o que você fez ontem!
E dizer que eu disse aquilo pra brincar, e que aquele sorvete derramado no fim de tarde com as nuvens alaranjadas foi propostial.
E dar aquele abraço que só você recebe, aquele que me lembra de tudo o de melhor o quanto vivi até hoje. E tenho vontade também de entrar no teu olho de novo, e ver aquele sorriso que só eu te fazia dar.
Mas minha vontade maior é de dizer, olhando nesses mesmos olhos, que eu acredito de novo.
Mas eu não acredito.
Eu tenho vontade de reconstruir a mesma imagem que eu um dia tive, eu tenho vontade de olhar pra você e sentir algo bom, de lembrar coisas boas.
E minha vontade se confunde com todos os 'ades', verdade, realidade...
E eu me confundo com essas vontades, e termino sem saber o que querer.
Até parece
Até parece que eu vou cair de novo,
até parece que eu vou me passar de novo,
até parece.
Até parece que o jovem ficou velho,
que o velho já foi novo,
que eu estava ficando doido,
quando aquilo enviei.
Até parece que eu nem sei mais que horas são,
e que minha dúvida se transforma em confusão,
e que já transborda em minh'alma teu coração.
Até parece que tudo isso aconteceu,
e nem parece que o que tem não morreu,
até parece, nem parece.
até parece que eu vou me passar de novo,
até parece.
Até parece que o jovem ficou velho,
que o velho já foi novo,
que eu estava ficando doido,
quando aquilo enviei.
Até parece que eu nem sei mais que horas são,
e que minha dúvida se transforma em confusão,
e que já transborda em minh'alma teu coração.
Até parece que tudo isso aconteceu,
e nem parece que o que tem não morreu,
até parece, nem parece.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Rosenweiß
"Cheiro de paz,
você tem cheiro de paz.
Essa paz que me invade,
me possui e me dilui.
Branca e verde,
sua aura é branca e verde.
Esse branco e verde,
que me possui e me dilui.
Linda, sua beleza é linda,
de tal forma, de tal jeito,
que por mais que eu saiba
da existência deles,
não consigo achar teus defeitos.
Ah, tua foto, tua foto!
E meu sorriso feito de batom,
e teu sorriso, todo fora de tom,
um vermelho-rosè meio marrom.
Você é tão delicada,
parece aquela rosa branca,
toda enfeitada.
Tão linda, tão linda..."
você tem cheiro de paz.
Essa paz que me invade,
me possui e me dilui.
Branca e verde,
sua aura é branca e verde.
Esse branco e verde,
que me possui e me dilui.
Linda, sua beleza é linda,
de tal forma, de tal jeito,
que por mais que eu saiba
da existência deles,
não consigo achar teus defeitos.
Ah, tua foto, tua foto!
E meu sorriso feito de batom,
e teu sorriso, todo fora de tom,
um vermelho-rosè meio marrom.
Você é tão delicada,
parece aquela rosa branca,
toda enfeitada.
Tão linda, tão linda..."
domingo, 17 de agosto de 2008
Pinta-cara
Pinta, pincel, batom
Olhos, no verde,
nos olhos, cor e tom
Na boca, sorriso
leseira, asneira
Abre o olho menino,
deixa de besteira!
E ela dança,
como quem pede ciranda,
numa tarde de criança,
com a gente na brincadeira!
E canta, distante,
e toca, garotos,
e encanta
os que nunca dizem não
E briga, vermelha,
no rosto, um batom,
um beijo de mentira,
numa bochecha tão metida!
E vai, se despede,
um abraço,
rápido e alegre.
Me despeço aqui,
mas peço que ali,
você ainda me maqueie,
e me marqueie com seus pitis.
Olhos, no verde,
nos olhos, cor e tom
Na boca, sorriso
leseira, asneira
Abre o olho menino,
deixa de besteira!
E ela dança,
como quem pede ciranda,
numa tarde de criança,
com a gente na brincadeira!
E canta, distante,
e toca, garotos,
e encanta
os que nunca dizem não
E briga, vermelha,
no rosto, um batom,
um beijo de mentira,
numa bochecha tão metida!
E vai, se despede,
um abraço,
rápido e alegre.
Me despeço aqui,
mas peço que ali,
você ainda me maqueie,
e me marqueie com seus pitis.
sábado, 16 de agosto de 2008
Passado
Foi visitando aquele lugar,
vendo aquela foto,
que eu lembrei do que aconteceu.
Nem parece que o tempo passou,
nem parece que teve gente que não cresceu.
E a parede branca, de todas as nove e quarenta e cinco.
e a cantina de todos os primeiros beijos,
e a mesa da secretária,
e a sala de aula,
meu nome na parede,
minhas primeiras namoradas.
E o cheiro da escada,
e o banco branco,
e a sala de ensaio,
e os amigos perdidos hoje vistos,
e aquele número,
e aquele nome,
e aquela data.
E aquelas pessoas,
e aquela pergunta,
e aquela resposta,
tão tristemente profunda.
E o conselho rabiscado de todos,
e o abraço aconchegante de
'há quanto tempo!',
e o sorriso de alegria.
E as conversas nos fins de tarde,
e meu coração batendo mais forte agora,
que lembro, lembro sim de tudo.
Da primeira rosa,
da primeira briga,
da primeira noite
e da primeira intriga.
E do primeiro choro,
da primeira ânsia,
da primeira manhã.
Do sorriso matinal,
das leituras de jornal,
dos pensamentos que tive,
e destive.
E lembrei daquele aroma,
daquela rosa roubada,
das mentiras contadas
e depois desmentidas.
E me lembro de não esquecer
que me lembro de você.
E me lembro que ainda penso em você.
vendo aquela foto,
que eu lembrei do que aconteceu.
Nem parece que o tempo passou,
nem parece que teve gente que não cresceu.
E a parede branca, de todas as nove e quarenta e cinco.
e a cantina de todos os primeiros beijos,
e a mesa da secretária,
e a sala de aula,
meu nome na parede,
minhas primeiras namoradas.
E o cheiro da escada,
e o banco branco,
e a sala de ensaio,
e os amigos perdidos hoje vistos,
e aquele número,
e aquele nome,
e aquela data.
E aquelas pessoas,
e aquela pergunta,
e aquela resposta,
tão tristemente profunda.
E o conselho rabiscado de todos,
e o abraço aconchegante de
'há quanto tempo!',
e o sorriso de alegria.
E as conversas nos fins de tarde,
e meu coração batendo mais forte agora,
que lembro, lembro sim de tudo.
Da primeira rosa,
da primeira briga,
da primeira noite
e da primeira intriga.
E do primeiro choro,
da primeira ânsia,
da primeira manhã.
Do sorriso matinal,
das leituras de jornal,
dos pensamentos que tive,
e destive.
E lembrei daquele aroma,
daquela rosa roubada,
das mentiras contadas
e depois desmentidas.
E me lembro de não esquecer
que me lembro de você.
E me lembro que ainda penso em você.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Fios de Prata e Luz
Fios de prata e luz
teus cabelos secos
tu que me seduz
E passaste para
não voltar.
Volta,
fios de prata e luz.
Não vá,
me diz o que
te
conduz.
Com teus vários
olhos em cima de
mim,
e tua pele escurecendo
todo o meu
jardim.
Volta,
fios de prata e luz!
Me diz o que eu preciso,
fios de prata,
me diz o que eu preciso,
fios de prata!
Porque passando assim,
sem avisar,
fios de prata,
passando sem voltar,
fios de prata,
passando assim
você
me
mata.
teus cabelos secos
tu que me seduz
E passaste para
não voltar.
Volta,
fios de prata e luz.
Não vá,
me diz o que
te
conduz.
Com teus vários
olhos em cima de
mim,
e tua pele escurecendo
todo o meu
jardim.
Volta,
fios de prata e luz!
Me diz o que eu preciso,
fios de prata,
me diz o que eu preciso,
fios de prata!
Porque passando assim,
sem avisar,
fios de prata,
passando sem voltar,
fios de prata,
passando assim
você
me
mata.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Lapidação
Lápide se parece com lápis,
que serve pra escrever e modelar.
Modelar vem de modelo,
que não rima com lápis, que não lapida.
O lixo, em sua composição nos suja,
nos lapidam em seu papel sujo,
em seu minério lapidado,
até mesmo o lápis dado não lapida, cria.
O ser busca ser busca pra alguém
e esquece de alimentar quem precisa.
O alimentador alimenta a dor sem querer.
Por não ser romântico, a palavra você não vai rimar com esse verso disforme,
universo do que sei, palavra do que falei.
Para Adeilson Sousa.
que serve pra escrever e modelar.
Modelar vem de modelo,
que não rima com lápis, que não lapida.
O lixo, em sua composição nos suja,
nos lapidam em seu papel sujo,
em seu minério lapidado,
até mesmo o lápis dado não lapida, cria.
O ser busca ser busca pra alguém
e esquece de alimentar quem precisa.
O alimentador alimenta a dor sem querer.
Por não ser romântico, a palavra você não vai rimar com esse verso disforme,
universo do que sei, palavra do que falei.
Para Adeilson Sousa.
Chuva e Noite
Meu corpo estava cansado de tantas noites em
claro que vivi.
Meus amigos ao meu lado, como sempre
me desafiavam a atos inimagináveis.
A noite era fria e densa,
e uma brisa transparente-chumbo molhava meu casco,
mais velho que não-sei-o-que.
Minhas muitas lembranças viajavam
com os bakus e sandmans.
Meu coração pulsava mais forte e
e uma súbita pressão
me apertava o tronco
e meu sangue borbulhava enquanto eu ouvia
o suspiro dela em minha orelha: me coma, me ame.
claro que vivi.
Meus amigos ao meu lado, como sempre
me desafiavam a atos inimagináveis.
A noite era fria e densa,
e uma brisa transparente-chumbo molhava meu casco,
mais velho que não-sei-o-que.
Minhas muitas lembranças viajavam
com os bakus e sandmans.
Meu coração pulsava mais forte e
e uma súbita pressão
me apertava o tronco
e meu sangue borbulhava enquanto eu ouvia
o suspiro dela em minha orelha: me coma, me ame.
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