terça-feira, 2 de setembro de 2008

Para Os Vagalumes [que impedem o pôr-do-sol]

Houve um tempo em que o sol tinha deixado de brilhar,
e só alguns poucos faziam a alma das pessoas alumiar.
E apareceram com nariz de palhaço,
na rua ou no coração,
sempre oferecendo abraços,
unidades ou de montão.

Entre tantas personagens, juntos, movem tantas engrenagens
que parece que o dia não vai anoitecer;
eles não gostam de ver o tempo passar,
nem pensar que, à noite, alguém possa perecer.

Eles têm Pétala, O Boneco e Xuxuba,
e tem o Soneca, que dorme até debaixo de chuva.
Também tem O Caçador de Sonhos e cada personagem medonho
que dá vontade de chorar.
E têm narizes, e pancakes, e mulambos, e mosquetes,
e sorrisos, e corações, e eles conseguem até levar ar a alguns pulmões!

E tem dia que não queriam que chegasse ao fim,
como uma manhã ensolarada,
com eles na varanda ou na calçada,
tem muita gente que diz "eles fazem bem a mim!"

E, de alguma forma,
sem frescura ou norma,
eles impedem que o sol se ponha,
por que as pessoas, quando deitam na fronha,
agradecem, agradecem e agradecem.

E se vestem com um sorriso,
daqueles que até quem não tem abrigo,
possam se apegar.
São recebidos com aplausos e palmas,
pois conseguem tocar a alma,
e transmitem toda alegria e calma,
que essas mesmas almas possam precisar.

E fica aqui terminada a poesia,
e que possamos continuar levando alegria,
para explodirmos em nostalgia,
pois virão, com certeza, melhores dias.

3 comentários:

Moisés disse...

Adoreeei
*-*

cheyla disse...

que lindooooooooooo
^^
ser vagalume é poetico...
poesia nos olhos, poesia no sorriso
^^

Juh disse...

Minha resposta ao que li é um filme passando pela cabeça,lembranças...sorrisos.
Por fim um arrepio, olhos mareados, orgulho e felicidade por tudo.


Bjorn .D